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Gardel nos deixou sim....... muitas boas lembranças |
No ultimo sábado, chegou a triste notícia do falecimento do ex-atleta do E. C. Taubaté Gardel. Ele que já algum tempo lutava com problemas de saúde não resistiu e veio a falecer no hospital na cidade de Aparecida, onde estava em tratamento.
Nascido em 17 de junho de 1937 no distrito de Quiririm em Taubaté, Francisco Gardel Giovanelli foi para Roseira aos 15 anos. Deixa esposa e sete filhos. Por muito tempo, após encerrar sua carreira de atleta profissional, trabalhou com empresa de prestação de serviços de terraplanagem.
Trazido pelo treinador Aimoré Moreira, defendeu com muita honra as cores da camisa do Alvi-Azul entre 1957 e 1967.
Considerado coringa, era chamado pelos treinadores para assumir várias funções na equipe. Assim foi com Aimoré Moreira, Rubens Pelociotti, Joaquim Loureiro, Gilsion Silva e até com o interino Cel. Oliveira Júnior. Isso porque Gardel atuava de lateral direito, esquerdo, volante e até de meia. Foi assim sua importante carreira dentro do Esporte Clube Taubaté.
Gardel participou de momentos memoráveis com a camisa do Alvi-Azul. Em 1º de outubro de 1958, esteve em campo em jogo amistoso contra o São Paulo FC, jogo festivo que marcou a inauguração do sistema de iluminação do Campo do Bosque. A foto que publicamos em nosso blog foi tirada nesse dia 1º de outubro dentro do vestiário do E. C. Taubaté e lá encontramos o Gardel.Em 1959 participou da excursão do E. C. Taubaté pelo nordeste do país.
Em 1960, fazia parte de uma equipe inesquecível do E. C. Taubaté. Ao lado de Rossi, Henrique, Mexicano, Ivan, Celso, Tek, Zé Américo, enfrentou fortes equipes na então primeira divisão, e muitas vezes vencendo São Paulo, Santos, Palmeiras e tantos outros que caíam dentro do Bosque. Tenho registro de um jogo realizado em 06.11.60, quando o E. C. Taubaté recebeu a SE Palmeiras de Oswaldo Brandão e empatou 2X2. As equipes estiveram assim formadas: E. C. Taubaté: Rossi, Gardel, Mexicano e Hélio; Ivan e Celso; Anacleto, Zé Américo, Amauri, Paulinho e Evandro do técnico Aimoré Moreira. - SE Palmeiras: Valdir, Djalma Santos, Zequinha II e Jorge; Zequinha e Ademar; Ary, Chineizinho, Humberto, Enio Andrade e Cruz. Gols: Amauri e Zé Américo para o E. C. Taubaté e Humberto e Chinesinho marcaram para o verdão. Árbitro: Anacleto Pietrobom. Arquibancadas do Campo do Bosque... lotada.
Gardel participou ainda do ultimo jogo realizado no Campo do Bosque, em 22.10.67 quando o E. C. Taubaté recebeu o XV de Jaú e goleou 5X2. Sérgio (Barrela), Cláudio Tifú, Bimbo, Zé Roberto e Vaguinho; Pampolini e Miro, Fernandes, Gardel, Adilson e Jaime do treinador Gilson Silva. Se não bastasse, Gardel jogou também no Joaquinzão, em jogo ainda válido pelo campeonato de 67 diante do XV de Piracicaba. A equipe foi a mesma tendo Canuto em lugar de Vaguinho. Permanecendo por 10 anos defendendo as cores azul e branca, depois que deixou o futebol profissional nunca se ausentou dos amigos e nas reuniões era eleito para cozinhar, outra habilidade de Gardel, elogiado por todos. Maristela, Denizar, Hélio Morotti, Cel. Paulo Máximo, Dr. Paulo Tauil, Dr. Marcio Pires, Carlão, Odair, os amigos mais íntimos e que em várias oportunidades saborearam a lazanha que só o Gardel sabia preparar. E. C. Taubaté, Roseira e o Clube dos 20 eram suas paixões dentro de campo.
Pessoas marcantes, importantes que passam pelo nosso clube, como Gardel devemos lembrar sim, desses momentos de felicidade e só assim sua imagem permanecerá viva em nossa memória. À família nossas condolências e respeito pelo momento triste.
Confira a legenda da foto que publicamos: Foto tirada dentro do vestiário do E. C. Taubaté pela ordem: Em pé: Zé Américo, Mario Celso "Martha Rocha", Mexicano, Henrique, Teck, Rossi, Gardel, Aluízio "Duza". No centro: Evaldo, Carlinhos. Agachados: Girú (mascote) Jorge (Massagista), Zé Carlos, Celso, Baltazar, no centro Joaquinzinho (mascote e filho de Joaquim de Morais Filho) e em cima do banco Orlando Nogaroto (auxiliar técnico). |
Publicado às 21:53 por Moacir dos Santos |
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E. C. Taubaté pode ser beneficiado |
Com a desistência, o time de Rio Claro será punido e dependendo da punição o E. C. Taubaté será o maior beneficiado, pois, sendo 5º colocado na Série A3 herdará a vaga na A2 de 2011.
A desistência
O Rio Claro FC, vem enfrentando problemas financeiros já algum tempo. No decorrer do Campeonato da Série A2 desta temporada, jogadores fizeram greve pela falta de pagamento. O problema foi contornado e mesmo com todas essas dificuldades o Rio Claro chegou perto da classificação.
Apesar da busca de novos patrocinadores a Diretoria não conseguiu parceiros e acabou desistindo de participar da Copa Paulista de 2011. A desistência já foi oficializada e a própria Federação Paulista de Futebol divulgou em seu site oficial os cancelamentos dos jogos que envolviam a equipe do Rio Claro na Copa Paulista.
Com a desistência, a situação do time de Rio Claro fica complicada considerando que o Rio Claro não está inscrito em nenhuma outra competição das categorias de base e todas elas já estão em andamento. O regulamento da Federação Paulista de Futebol deixa claro que as equipes da Série A1, A2, A3 ou Série B, precisam disputar uma outra competição oficial no ano. Os clubes não podem ficar inativos, o que vai acontecer com o Rio Claro no segundo semestre. Essa atitude infringe, no mínimo, os artigos 8 e 12 do Regulamento Geral das Competições (RGC) da Federação Paulista de Futebol.
Quem pode se beneficiar com essa desistência do Rio Claro, é o Taubaté. Se o Tribunal de Justiça Desportiva da FPF julgar que o Rio Claro deve perder o direito de disputar a Série A2 de 2012, já que ficou parada por um semestre, a equipe do Rio Claro deverá ser também rebaixada direto para a última divisão do Campeonato Paulista, e o quinto colocado da Série A3, no caso o E. C. Taubaté seria o primeiro a ser convocado para ocupar a vaga na A2 de 2011.
Pelo art. 8, além de obrigatoriamente disputar uma competição profissional coordenada pela FPF (Primeira ou Segunda Divisão), os clubes deverão disputar, a sua escolha, mais uma competição e pelo art. 12, após data de publicação do RGC e de sua tabela no Site Oficial da FPF, o Clube que por qualquer razão deixar de participar da competição será impedido de disputar a competição seguinte.
O caso terá que ser analisando e julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol.
Caso semelhante no ano passado.
Em 2010, o Atlético Araçatuba também desistiu da disputa da Copa Paulista e foi enquadrada nos artigos 8 e 12 do RGC, acrescido do artigo 204 do CBJD (abandonar a disputa de campeonato, torneio ou equivalente, da respectiva modalidade, após o seu início) vez que nesse caso, a Copa Paulista já havia sido iniciada.
Como hoje o Rio Claro, na época o Atlético Araçatuba estava com dificuldades financeiras e administrativas e além de desistir da Copa Paulista o time de Araçatuba desistiu também de disputar a Serie A3 de 2011.
O Rio Claro tem ainda mais um obstáculo. Parte da arquibancada de seu estádio é de estrutura tubular. A FIFA - Federação Internacional de Futebol Associado, entidade que rege o futebol mundial determinou que a partir de 2012 estará proibido o uso de arquibancadas tubulares. Portanto as duas equipes da cidade de Rio Claro terão que se adequarem a nova determinação, já para o próximo campeonato. Essa determinação obrigará as equipes de Rio Claro (Velo Clube E Rio Claro FC) a praticamente dobrarem as acomodações de seus estádios até a data da vistoria da Federação Paulista de Futebol que está agendada para o próximo dia 23 de outubro.
Portanto mesmo que o TJD puna o Rio Claro suspendendo somente de participar da próxima Copa Paulista, as equipes de Rio Claro terão difíceis caminhos a serem percorridos até o dia 23 de outubro para se adequarem as novas exigências. E é bom lembrar que o Rio Claro já tentou, junto à FPF, no mês passado a diminuição de lugares mínimos de assentos nos estádios de futebol do estado de São Paulo. Para se ter maiores detalhes transcrevo a seguir o texto publicado no ultimo dia 29, no site oficial do Rio Claro FC. Confiram:
"FPF não abre mão de exigências conforme determina o regulamento geral das competições"
Postado por Administrador em 29-05-2011 13:08:39 BRT
"Na última quinta-feira, dia 28 de maio de 2011, com a participação de deputados, dirigentes de clubes, da mídia e representante da Federação Paulista de Futebol através do vice-presidente do Depto. de Competições Sr. Isidro Suita Martinez, foi realizada a primeira reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Revisão do Número Mínimo de Lugares sentados nos estádios de futebol em São Paulo/Capital e estádios do interior paulista, frente liderada pelo Deputado Estadual rioclarense José Aldo Demarchi.
Durante mais de duas horas os convidados discutiram a determinação do Artigo 33 do Regulamento Geral das Competições que fixa no mínimo 15 mil assentos para a série A-2. Para que aconteça a autorização de diminuição da capacidade para 10 mil lugares, a norma estatutária da FPF deve ser modificada e somente pode ser definida em reunião de toda a Diretoria da própria FPF.
Além de não conseguirem o aval da FPF diminuindo a capacidade dos estádios nessa reunião, o Sr. Isidro Suita Martinez deu uma péssima notícia aos presentes. A FIFA - Federação Internacional de Futebol Associado, entidade que rege o futebol mundial determinou que a partir de 2012 será proibido o uso de arquibancadas tubulares, até então, o recurso utilizado pelos clubes, incluindo os dois de Rio Claro para se adequar ao regulamento da competição.
Se porventura for autorizado a diminuição para 10mil lugares, mesmo assim os dois estádios municipais de Rio Claro precisam de pelo menos mais ou menos 3 mil lugares de assentos. Para este número, com muito esforço, até que começando agora, daria tempo para estar pronto em novembro deste ano.
Lembramos que os clubes de Rio Claro receberam comunicado anterior a reunião da FPF, que fará nova vistoria em 23 de outubro de 2011 e o alvará do Rio Claro FC vence em junho deste ano. Além do aumento da capacidade dos estádios sugerimos aos internautas que acessem o site www.futebolpaulista.com.br e tomem conhecimento de outras dezenas de exigências que constam no Regulamento Geral das Competições, que preocupam os clubes, motivos de tantas interdições." Fonte: www.rioclarofc.com.br.
Portanto torcedor taubateano, vamos "arregaçar as mangas" e participar ativamente, desde já, na campanha de recuperação do estádio Joaquim de Morais Filho, visto que, pela primeira vez, confesso que estou confiante que o Burrão estará disputando a Série A2 no campeonato de 2011. E com o torcedor do E. C. Taubaté ninguém brinca, pois é uma torcida que ama o Burrão. |
Publicado às 22:22 por Moacir dos Santos |
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Gilsinho bate recordes no E. C. Taubaté |
Na galeria da história do Esporte Clube Taubaté, encontramos atletas que foram destaques como Tatú, 30 jardas, Zito, Hugo, Zé Carlos, Taino, Zé Américo, Benedito, Durval, Dão, os irmãos Simi e outros. Mas não resta dúvida que o mais recente atleta profissional a fazer parte dessa galeria é o atacante Gilsinho.
Com certeza nunca na história do Esporte Clube Taubaté, em jogos oficiais um mesmo jogador vestiu tantas vezes a camisa azul e branca e nem marcou tantos gols como Gilsinho.
Neste sábado de carnaval, quando o árbitro der início ao jogo E. C. Taubaté X Itapirense, Gilsinho estará completando 200 jogos oficiais vestindo a camisa da equipe que ele tanto ama e respeita. Ele também está próximo de alcançar um novo recorde, completar 60 gols marcados com a camisa do Burrão além de ser essa, a 11ª temporada no clube.
Educado, calmo, dedicado, concentrado, observador e goleador, Gilson Domingos Rezende Agostinho, 33 anos, natural de Taubaté, em grande fase física e técnica consolida nesta temporada a condição de ídolo da torcida taubateana.
Os números
Neste ano Gilsinho completa a sua 11ª temporada defendendo o E. C. Taubaté. Em 1996, foi promovido das categorias de base para atleta profissional, quando ainda jogava pela lateral direita. Nessa mesma temporada, passou a jogar no meio campo se fixando em 2000 como atacante. Além de 1996, o ídolo esteve vestindo a camisa do Burrão em 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2004, 2005, 2009, e 2011.
O primeiro gol
Como atleta profissional, seu primeiro gol foi marcado de cabeça em 1999 no empate contra a Mauaense 1X1 na cidade de Mauá. O primeiro gol no Joaquinzão foi no mesmo ano, feito de pé esquerdo, jogando como lateral direito, diante do XV de Jaú na vitória do Taubaté 1X0. Em ambos os jogos, Gilsinho entrou em campo no início do segundo tempo.
Já assinalou 58 gols, sendo que em 2009 foi a temporada que o artilheiro mais visitou a rede, 12 vezes.
Em 2011 em apenas 9 jogo, Gilsinho já marcou 8 gols, o atual artilheiro do campeonato paulista da Série A3, tem tudo para bater mais um recorde nesta temporada, podendo superar sua própria marca de 12 gols.
A carreira
Trazido por Cesário e jogando na posição de lateral direito, Gilson Domingos Rezende Agostinho iniciou, em 1990, sua carreira nas equipes mirim do E. C. Taubaté, ganhando seus dois primeiro títulos, bi campeão mirim da cidade de Taubaté.
Em 1992 e 1993, Gilsinho passou para categoria infantil tendo ainda Cesário como seu treinador. Em 1993 já como juvenil, era comandado pelo treinador Sabará e o diretor Francisco Tulha. Nesse mesmo ano, Gilsinho parou com o futebol para dar sequencia aos estudos no SENAI e em seguida desenvolveu atividade profissional na Indústria Villares, mas em 1995 estava de volta na equipe de Junior do E. C. Taubaté comandada pelo treinador Moreira.
Em 1996, ainda jogando como lateral direito fez sua estréia na equipe profissional. 1997 o atleta Gilsinho despertou interesse nos dirigentes do Santo André que o contratou para a disputa da Taça São Paulo. Em 1998 retornou à Taubaté sendo vice-campeão da série A3 permanecendo até 2001. No segundo semestre de 2001 foi a vez do XV de Jaú ter o artilheiro em sua equipe. Em 2002 retornou ao E. C. Taubaté disputando o campeonato e, no segundo semestre, foi o São Bento que levou o artilheiro, permanecendo em Sorocaba até 2003. Ainda em 2003, Gilsinho foi vestir a camisa do Londrina do Paraná onde disputou o Campeonato Brasileiro da Série B.
Em 2004 a diretoria do E. C. Taubaté trouxe Gilsinho de volta ao Joaquinzão, onde foi vice-campeão da série A2. "Infelizmente naquele ano somente uma equipe ganhou o acesso", lamenta o artilheiro. Em 2005 iniciou o campeonato defendendo o E. C. Taubaté participando de apenas 4 jogos. Gilsinho foi contratado para atuar nos gramados da China onde permaneceu até 2009, ganhando o respeito e o carinho dos torcedores chineses.
2009 de volta para Taubaté e, apesar de ter pelo menos duas propostas de outras equipes, resolveu defender seu time do coração na Série B onde teve participação decisiva no campeonato conseguindo o acesso sendo ainda o autor do gol que garantiu o retorno do E. C. Taubaté à Série A3.
Para alegria dos torcedores do Burrão, na presente temporada, Gilsinho voltou a vestir a camisa azul e branca e passou a ser o destaque da equipe e, em nove jogos só não marcou na Javari em um jogo que terminou 0X0.
Outros recordes
Gilsinho também é autor do gol mais rápido e o mais próximo do final do jogo, ambos marcados no gol dos fundos do Estádio Joaquim de Morais Filho.
O gol mais rápido
Aconteceu em 2002 em partida contra o Noroeste. Aos 12 segundos, Gilsinho visitou a rede. O lance: O E. C. Taubaté deu início à partida, a bola é movimentada no meio campo e rapidamente é lançada para a direita. Vem o cruzamento e Gilsinho se antecipando ao zagueiro e marca de cabeça o gol mais rápido no Joaquinzão.
O mais importante
Em 2009 diante do Palestra de São Bernardo, no Joaquinzão, o E. C. Taubaté vencia pelo placar de 2X1, mas para garantir o acesso precisaria vencer por uma diferença de 2 gols. A partida que já havia sido interrompida pela confusão gerada em jogada disputada entre Kayan e Iran, ambos inclusive sendo expulsos. Com 53 minutos e meio do segundo tempo, o árbitro Márcio Rogério determina o reinicio do jogo e aos 54 minutos, o artilheiro Gilsinho marcou o gol que deu acesso ao Burrão, sendo considerado o gol mais próximo do final do jogo "É verdade esse gol foi nos segundos finais, e foi com certeza o gol mais importante de minha carreira" declarou o ídolo da torcida taubateana.
58 gols em favor do E. C. Taubaté
Durante a trajetória vestindo a camisa do E. C. Taubaté, o atacante Gilsinho mostrou ser artilheiro versátil. Dos 58 gols assinalados defendendo o Burrão, 31 foram concluídos com o pé direito (4 em cobranças de penalidades), 7 com o pé esquerdo e 20 gols de cabeça. O ídolo da torcida tem tudo para chegar a marca de 60 gols, quem sabe neste domingo.
199 jogos realizados com a camisa do E. C. Taubaté
1996
Campeonato Paulista da Série A3 - posições: lateral direito e meia - 10 jogos
1997
Campeonato Paulista da Série A3 - posição: meia - 11 jogos
Amistoso: 1 jogo.
1998
Campeonato Paulista da Série A3 - posição: meia - 11 jogos
1999
Campeonato Paulista da Série A3 - posições: lateral/meia/atacante - 21 jogos - 2 gols
Copa Estado de São Paulo - - posição: Lateral/meia - 9 jogos - 4 gols
2000
Campeonato Paulista da Série A3 - posições: meia/atacante - 18 jogos - 4 gols
2001
Campeonato Paulista da Série A3 - posições: meia/atacante - 22 jogos - 9 gols
2002
Campeonato Paulista da Série A3 - posições: meia/atacante - 23 jogos - 7 gols
Amistosos: 2 jogos.
2004
Campeonato Paulista da Série A2 - posição: atacante - 30 jogos - 11 gols
Amistosos: 2 jogos.
2005
Campeonato Paulista da Série A3 - posições: meia/atacante - 4 jogos - 1 gols
2009
Campeonato Paulista da Série B1 - posições: lateral/meia/atacante - 25 jogos - 12 gols
2011
Campeonato Paulista da Série A3 - posições: atacante - 9 jogos - 8 gols
Amistoso: 1 jogo.
A torcida taubatena parabeniza Gilsinho por tudo que já fez em prol do E. C. Taubaté e claro, contamos com você por mais um longo tempo, trazendo momentos de alegria ao torcedor com mais, muito mais gols. Obrigado em nome de todos os torcedores do Burrão. |
Publicado às 12:52 por Moacir dos Santos |
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Festa na linha do trem! |
Já tive oportunidades de presenciar vários fatos que me chamaram a atenção quando o assunto é a torcida do Esporte Clube Taubaté.
Não só no Joaquinzão, com o Burrão enfrentando Palmeiras, Corinthians, nos anos 80,o grande rival São José, como também fora dos domínios, como no Parque Antártica em 79, diante do São José, em Guaratinguetá, em Paraibuna durante o Torneio Integração do Vale e aí vai.....
Mas sempre com acesso aos assentos nos estádios. Dessa vez, com a proibição da entrada do torcedor para apoiar o Burrão diante do Paulínia, os torcedores se posicionaram as margens da estrada de ferro da Central do Brasil, para mesmo com dificuldade, dar uma olhadinha em alguns lances do jogo.
Sempre soube que no antigo estádio do boques existia o morrinho do Convento Santa Clara e por ficar em nível bem mais alto que o antigo estádio, era frequente os torcedores assistirem aos jogos lá de cima. Mas no Joaquinzão....... nunca tinha visto.
Foi uma demonstração de fidelidade da torcida com a equipe de futebol. Eles não mediram dificuldades, barreiras, o que se viu foi, a pedido do coração azul e branco, buscar uma solução para observar os ídolos em campo.
Há que se registrar que em dado momento, todos tiveram que desocupar o local para a passagem do trem, mas tudo foi muito rápido e assim que o trem passou, hora de ocupar o espaço novamente até o final do jogo ou até a passagem do próximo trem.
E parece que a recompensa veio em dois momentos.
O primeiro antes do início do jogo, quando os atletas do Taubaté ao entrar no gramado, percebendo o barulho vindo da linha do trem, ficaram emocionados ao perceber um grande grupo de fieis torcedores no morrido da estrada de ferro da Central do Brasil localizada atrás do gol dos fundos do estádio. De modo inusitado, todos os atletas se dirigiram para o gol dos fundos e saudaram os mais de cem torcedores ali presentes.
O segundo momento, foi aos 44:30 minutos de jogo do segundo tempo. Com dificuldade pela distância e pela obstrução dos galhos das árvores que cercam o estádio, mesmo assim o torcedor pode ver Anderson tocar para Douglas pela esquerda do ataque, vendo o atacante Gilsinho se posicionando atrás da zaga, Douglas fez o cruzamento preciso. Gilsinho não perdoou e de cabeça fez o gol da vitória. Festa na "linha do trem". Os gritos de comemoração chegaram dentro do Joaquinzão. Os atletas saíram para comemorar, do outro lado do campo para estar o mais próximo possível daqueles torcedores símbolos que só trouxeram bons fluidos com a atitude.
Depois do encerramento da partida todos foram para dentro do estádio comemorar aquela vitória que ficará na história do "Burro da Central".
Parabéns torcedores, atitude como essa é que fortalece o grupo de atletas, comissão técnica e diretoria para cada vez mais lutar por dias melhores.
Foto: Site Vnews |
Publicado às 00:04 por Moacir dos Santos |
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Vai começar! Burrão de olho na série A2 de 2012 |
Dividido em dois grupos regionalizados composto com 10 clubes em cada, o Campeonato Paulista da Série A3 terá seu início neste sábado com três jogos programados, seguindo a primeira rodada, amanhã com mais sete partidas.
Para a torcida taubateana, o jogo mais importante desta rodada acontecerá na cidade de Itapira, onde o Burrão fará sua estréia no campeonato, abrindo oficialmente a temporada.
Sob a batuta do presidente Ary Kara José e contando com o apoio de sua diretoria, em especial Katio Augusto, Augusto Ambrogi, Paulo Gomes de Carvalho que, para a surpresa de muitos formou o elenco taubateano de forma sutil, discreta e rápida.
A partir do primeiro compromisso, poderemos ter a certeza do potencial do nosso time formado por atletas com ótimas referencias, e caprichosamente composto de vários atletas oriundos de nossa cidade e formados nas categorias de base do clube, dando identidade ao time como os casos dos ídolos Gilsinho, atacante de várias temporadas de sucesso vestindo a camisa do Burrão, seu irmão, o goleiro Gisiel, campeão pelo E. C. Taubaté em 2003 na mesma série A3, o meia Samuel, pertencente ao elenco do SC Corinthians Paulista. Somando ainda o zagueiro Gabriel e o atacante Bruno Daniel, este nascido em Pindamonhangaba, se destacou no futebol amador de nossa cidade. Isso tudo, além de trazer identidade para a equipe com privilégio de possuir quase 20% de atletas formados aqui em Tauaté é prova concreta da necessidade de investimento nas categorias de base. (A foto mostra os pratas da casa, Gisiel, Gilsinho e Bruno Daniel presentes na noite de apresentação dos atletas)
O treinador Paulo César foi outro que teve influencia decisiva na montagem do elenco. Com a experiência e competência dentro do futebol, avaliou um a um os atletas que vieram para defender o Burrão e com certeza, depois de muito trabalho desde o início do mês de dezembro, com certeza vai saber mandar a campo a melhor escalação em busca das conquistas.
A expectativa da torcida em ver o time em campo é tão grande que, com a liberação do estádio Coronel Francisco Vieira na cidade de Itapira, o número de torcedor taubateano que se deslocará até lá poderá surpreender a todos.
Um bom desempenho no jogo de estréia garantirá ótimo público no Joaquinzão no domingo seguinte, quanto o Burrão fará sua estréia em Taubaté recebendo o time da cidade de Paulínia.
Portanto torcedor pode tirar a camisa azul e branca do guarda roupas, Maciel pode preparar os fogos que nosso time está iniciando a luta pelo acesso à Série A2.
Boa sorte a nossa equipe e toda a sua torcida. |
Publicado às 13:34 por Moacir dos Santos |
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Maciel: o homem dos fogos |
Começa um novo ano, torcedores com saudade de jogos no Joaquinzão, mas espere...... a temporada futebolística em Taubaté está prestes a começar em 2011.
Pelo lado do Burro da Central, a temporada promete.
A equipe de Juniores fará sua estréia na Copa São Paulo de Futebol Junior nesta quarta-feira, dia 5, enfrentando o Nacional de Manaus, às 14 horas no Joaquinzão. Depois na sequência os garotos do "Alvi-Azul" enfrentarão ainda na primeira fase o Sertãozinho, dia 8, acreditem, às 12 horas e o Fluminense às 16 horas no dia 11. Depois vem a segunda fase com toda a nossa torcida para que o E. C. Taubaté consiga uma vaga e siga na disputa da Copa.
Pelo lado da equipe profissional, a diretoria mostrou competência e rapidez nas decisões, formando a comissão técnica e trazendo bons atletas que faz a fiel torcida taubateana se encher de esperanças e com certeza dar shows dentro e fora do Joaquinzão. A estréia será no dia 29 - sábado, fora de casa diante do Itapirense às 19:30 horas, para então, no dia 6 de fevereiro - domingo 10 horas, enfrentando o Paulínia, diante de sua torcida no Joaquinzão.
FOGOS A VISTA
Nesse domingo dia 6, teremos novamente e, como todas as partidas, o dedicado e fiel torcedor Maciel lá na sede social, com uma caixa de fósforos as mãos aguardando a entrada do time em campo, para acender o pavio e anunciar o Burrão para mais um jogo diante de sua torcida.
O curioso é que essa tradicional queima de fogos teve início nos anos 70, mais precisamente em 1976, na disputa do Torneio Integração do Vale. Nessa época o bom mineiro Maciel deu início a queima de fogos e desde então todas as vezes que o time entra em campo no Joaquinzão, essa belíssima cena, que já faz parte da cultura de nossa torcida, se repete.
Durante a disputa do Torneio Integração do Vale, Maciel preparava sua bateria de fogos atrás do gol de entrada do Joaquinzão. À época, mesmo com ausência de normas, regulamentos ou leis de segurança para esse tipo de evento, classificado como espetáculos pirotécnicos, como medida de segurança e cumprindo com suas missões na prevenção contra sinistros, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Taubaté, acharam por bem que as queimas de fogos não mais fossem realizadas dentro do estádio.
Maciel, boa praça, entendeu a situação e saiu em busca de outro local que pudesse, com mais segurança, manter a tradição da queima dos fogos. Foi então que a partir dos anos 80, Maciel disparava sua bateria de fogos junto a estrada de ferro da Central do Brasil que se situa atrás do gol dos fundos do Joaquinzão. Com isso Maciel não tinha dificuldades para saber o momento em que o time entrava em campo.
Mas isso não permaneceu por muito tempo, pois apesar da distancia do local em relação as arquibancadas do Joaquinzão, representava considerável risco à eventuais pedestres que poderiam passar no local na hora da queima.
Novamente o perseverante torcedor, foi à procura de novo local. "Tem que ser na redondeza do estádio, não pode ser muito distante" dizia Maciel, preocupado em encontrar novo local.
Foi então que a diretoria autorizou as queimas dos fogos fossem realizadas dentro da Sede Social em área isolada da parte edificada e com ampla visão aos torcedores. Tudo resolvido? Não, surgiu um novo problema. Como o Maciel poderia saber o momento em que a equipe entraria em campo? Afinal onde ele se posiciona para acender sua bateria de fogos, não permite visão para o gramado e, na época o telefone celular ainda não era tão comum como nos dias de hoje, sinceramente não me recordo, mais acho que nem existia.
Foi então que surgiu a idéia. "Eu combinei com o pessoal do sistema se som do estádio para dar o larga. Assim quando o time entra em campo e fico sabendo pelo sistema de som. Pelo nosso glorioso E. C. Taubaté não vejo obstáculo que não possa ser superado" declarou José Maciel Alves, o bom mineiro que já foi reconhecido como Cidadão Taubateano por tudo que já fez pelo Esporte Clube Taubaté.
Como homenagem a esse torcedor impar do E. C. Taubaté, em 17 de março de 2010, quando o E. C. Taubaté venceu o Palmeiras B pelo placar de 2X1, registrei o Maciel disparando os fogos no momento em que o time entrava em campo. Esse vídeo estou disponibilizando em nosso site oficial nesse início de temporada. Você vai encontrá-lo em VÍDEOS neste site.Vale a pena dar uma olhada.
Vamos lá Maciel, estamos com saudades dos fogos!!!!!!!!!!!
Foto: O torcedor símbolo Maciel ao lado do ex-lateral do E. C. Taubaté e São Paulo FC, Eder Taino. |
Publicado às 20:46 por Moacir dos Santos |
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Ex-zagueiro taubateano ganha acesso no brasileiro |
"Pode comemorar, torcida coxa-branca, porque o maior time do Paraná voltou para a primeira" desabafou o ex-zagueiro do E.C. Taubaté e atual capitão do Coritiba, que garantiu o retorno na Série A do Brasileiro.
Jecimauro José Borges, que jogou no E. C. Taubaté em 2002, depois teve passagem pelo Guaratinguetá, SE Palmeiras, Criciúma, Remo hoje comemora o retorno de sua equipe na principal divisão do futebol nacional.
O Coritiba garantiu antecipadamente o acesso na ultima terça-feira, quando derrotou o Duque de Caxias no estádio São Januário pelo placar de 3X2, em jogo emocionante.
Jeci é um dos remanescentes da equipe de 2009, ao lado do goleiro Edson Bastos e do próprio técnico Ney Franco, não quer nem lembrar o triste ano de 2009, quando a equipe foi rebaixada. "Já chorei pra caramba, sorri, gritei, comemorei. Passa um filme na cabeça, a cena do ano passado. A gente que estava aqui e sabe que tem responsabilidade, sua parcela de culpa pelo que aconteceu. Mas essa equipe foi uma família. Só se consegue sucesso com um ambiente muito bom, como temos aqui" festejava o zagueiro.
Aliás, Jeci está perto de conquistar mais um título em sua carreira; ele que já foi Campeão do Interior de São Paulo 2007 (Guaratinguetá-SP), Campeão Brasileiro série B 2007 (Coritiba) e Campeão Paranaense 2008 e Campeão Paranaense 2010 (Coritiba).
Parabéns Jeci pela conquista. A torcida taubateana também comemora com você, esse importante momento.
Crédio foto: Site Oficial do Coritiba Foot Ball Club |
Publicado às 23:41 por Moacir dos Santos |
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Mário Cri Cri "chapelou" até o árbitro |
Como informado na matéria principal do site, o ex-atleta Mário Cri Cri encerrou sua carreira aqui na terra, mas com certeza estará ensinando fantásticos dribles, mesmo que espiritualmente.
Acontece que mesmo com a tristeza de seu falecimento, não poderia deixar de relatar uma história ocorrida na cidade de Guarulhos, fato este narrado pelo amigo Marco Aurélio, presente nessa histórica partida.
Estávamos no ano de 1964. O poderoso time de futebol de salão do TCC representava a cidade de Taubaté nos Jogos Regionais realizado na cidade de Guarulhos. O incrível feito aconteceu em jogo ente as equipes de Taubaté e Jacareí em decisão ao terceiro e quarto lugar.Detalhe, a equipe de Taubaté formada por atletas das categoria juvenil. Na equipe de Jacareí, jogadores experientes, inclusive os alas defendiam a Seleção Paulista de Futebol de Salão.
O time de Taubaté só teve que disputar o terceiro lugar porque no dia anterior enfrentou a equipe de Guarulhos em jogo de muita pressão quando os adversários tiraram da quadra Marinho Cri Cri que levou um soco no rosto e teve que ser substituído. No tempo normal 0X0. Como precisava conhecer um vencedor o jogo teve três prorrogações. Na terceira prorrogação, logo no início Guarulhos fez 1X0, mas no segundo tempo, o habilidoso Marco Aurélio empatou com gol de "chaleira".
Como estava difícil para conhecer o vencedor, após o encerramento da terceira prorrogação, o árbitro decidiu que o jogo reiniciaria e quem marcasse primeiro um gol seria o vencedor. Diante da grande pressão recebida por parte dos atletas e torcedores d Guarulhos, a equipe da casa acabou vencendo.
Voltando no fato histórico, dia seguinte o time de Taubaté enfrentaria a equipe de Jacareí. Marinho Cri Cri, já recuperado entrou em quadra e prometeu ao Marco Aurélio que iria "chapelar" os jogadores adversários e cumpriu a promessa. Mas certo momento do jogo, Marinho Cri Cri encostou em Marco Aurélio e disse: "Faltou chapelar o goleiro" e o incrível Marinho foi até o ataque e com facilidade deu um chapeou no goleiro e de lambuja marcou mais um gol.
Bola rolando e quando tudo parecia completo, eis que Marinho Cri Cri chega novamente até Marcou Aurélio e faz nova promessa: "Agora vou chapelar o árbitro" e o brilhante atleta taubateano cumpriu novamente a promessa para alegria dos torcedores presentes que mesmo sendo da cidade sede dos Jogos Regionais acabaram gostando da exibição em quadra.
Como disse, essa história ouvi do Marco Aurélio em encontro no SESI em Taubaté. Em novembro passado, quando a Câmara Municipal homenageou o clube pelos 95 anos de existência, encontrei com Mário Cri Cri e perguntando sobre a veracidade do fato, Marinho, rindo deixa escapar: "Eu nem me lembrava mais disso, mas confirmo isso aconteceu".
Mario Cri Cri onde você estiver saiba que você deixou aqui muitos amigos e admiradores. |
Publicado às 22:42 por Moacir dos Santos |
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Gloriosas camisas 2 |
Gardel, o polivalente! Dançava em qualquer posição. Inclusive no ataque. A torcida cruel e impaciente não era generosa com ele, pois mesmo tendo se saído bem na ponta direita no jogo anterior, foi vaiado por não ter ido bem como lateral esquerdo. Mas ele logo recuperava a moral, atuando espetacularmente como centro avante rompedor.
Nada que se parecesse a Walter Prado, uma espécie de jipe tracionado devastador. Não era alto, era largo. Jogou algumas vezes ao lado de Gato, esse sim uma espécie de raposa no galinheiro.
Gato andou se metendo em confusões amorosas que lhe valeram alguns entreveros, dizem que armados, com o grande lateral Orlando Maia. Gato foi um perigo. Nosso ataque era uma verdadeira máquina quando Gato e o imprevisível Mário Macumba conseguiam estar juntos no gramado. Aquilo era um ataque de piranhas agressivas, assustadoras. Gostavam de enfiar a bola na rede. Esse era o negócio deles. Eram capazes das maiores vilanias em busca do objetivo principal.
Tamanhas atividades anárquicas nas áreas adversárias dessas feras indomáveis só se tornaram viáveis devido a alguns fatores relevantes.
Aymoré Moreira, por exemplo, percebendo que seus bad boys andavam enrolando na preparação física, ordenava que subissem as escadarias das arquibancadas de concreto que ficava do lado do bosque e depois descessem quantas vezes fossem necessárias até esgotá-los. Ficavam aeróbicos.
Para dar algum juízo à nossa dupla de ataque mais aguda e perigosa, surge um personagem que representa para o Esporte Clube Taubaté o mesmo que o Zico representa para o Flamengo. Toninho Taino, o futebolista. O pai. Quando a bola chegava aos seus pés, vinda da nossa sólida defesa abria-se um leque de possibilidades.
Poderia ser também o Evaldo, pela direita ou, quem sabe, o Berto pelo meio; não era sempre que tínhamos a dupla infernal, Gato e Mario.
Toninho fazia nosso desempenho fluir como água. Seu jogo girava a roda futebolística de acordo com a dinâmica de cada ataque. Taino, com certeza, jogaria em qualquer time daquela época, até mesmo no Santos de Pelé; mas era um futebol diferente, menos business, mais romântico. Ficamos em terceiro no paulista, naquele tempo do Santos arrasador e do acadêmico scratch palmeirense.
Acredito ter visto Taino jogar ao lado do cerebral Tec, aquele das pernas curtas e arcadas, meio calvo e calções pelos joelhos. Tec era uma referência, um dínamo onde as forças se regeneravam para ganhar velocidade conveniente e sentidos objetivos.
E mesmo quando não podíamos contar, por exemplo, com a categoria fluente do Amaury, aquele que foi reserva de Zizinho no São Paulo, poderíamos contar com o incontrolável Baduca, um ponta rústico que, não me lembro bem se numa partida oficial ou num treino, cometeu o absurdo de chutar um pênalti pela lateral. Foi bater de três dedos, deu uma escorregadinha e pegou de bico na orelha da pelota.
Como vemos, nosso ataque era um grupo sem coração, frio, implacável e, às vezes, irresponsável. Tec sumia de circulação. Dizia que ia a Minas visitar a mãe e desaparecia por uns tempos. Conjecturavam as más línguas a possibilidade de estar fazendo um bico num time lá da terra dele. Seria possível alguém jogar por dois times ao mesmo tempo, sem ser desmascarado? Jogava disfarçado? A gente era menino...
Mário Macumba, apesar do apelido, tinha problemas relacionados aos rituais de terreiro e bastava o adversário colocar, escondido, uma vela acesa num cantinho qualquer do vestiário e o Mário se recusava a jogar. E devido a sua habilidade no serviço, nenhum adversário gostava de vê-lo pela frente.
Analisando o perfil psicológico daquele time como um todo, podemos ver muito da própria personalidade taubateana. Havia uma riqueza étnica que permeava o arrojo dos bandeirantes, o conservadorismo moral dos setores vitais e a ousadia de também chutar o balde, quando preciso. Por isso, nós, os meninos de então, amávamos e ainda amamos aquele período do nosso futebol. O bom time nos dava moral e a gente podia usufruir de uma intimidade especial com todo o elenco, diferente dos torcedores dos grandes clubes que só viam seus craques de muito longe, não cruzavam com eles nas calçadas.
Os personagens são os jogadores, nossos ídolos inesquecíveis. Atletas de forte personalidade e talento, capazes de interagir em torno de uma idéia vencedora e gerarem, na então pequena cidade, um movimento de integração social que elevava nossa auto-estima e nos preparava para a vida.
Futebol não é apenas um bom negócio. Sua força vem do seu poder de nos representar verdadeiramente como comunidade. O Esporte Clube Taubaté fala por nós. Quando vai bem, e faz tempo que não vai, todos ficam mais felizes. Quando vamos mal é porque alguma coisa não anda bem com a saúde emocional da coletividade.
Texto de Renato Teixeira, escrito para o jornal Contato, publicado em sua edição nº 452. |
Publicado às 19:48 por Moacir dos Santos |
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Gloriosas camisas |
Vem aí a velha e boa Copa do Mundo. Por ela desfilaram personalidades que vão marcando nossas vidas através das dádivas futebolísticas que nos concedem. Os jogadores merecem nossa gratidão; afinal, manipular com os pés um objeto sem quinas, não é pra qualquer um.
Ivan foi um desses grandes jogadores. Jogava como um príncipe eslavo. Em permanente atalaia, vistoriava minuciosamente os quatro cantos do gramado feito uma águia. E então surgiam os lançamentos agudos e definitivos, municiando a artilharia. Era um desses craques que deixam o time todo inteligente. Ivan, às vezes, não estava muito a fim de jogar bola e ficava irreconhecível em campo. Mesmo assim era lindo vê-lo devaneando nas lonjuras onde deveriam estar seus pensamentos.
A lhe dar cobertura, tínhamos um excepcional gerente de time, que era o Zé Américo. Naquele time, o Zé era um elemento de utilidade pública, desses que sabem consertar tudo, sabem trocar lâmpada, varrer o quintal, operam apendicite, obturam cáries, são alfaiates e, no caso do Zé Américo, exímios músicos. Naquela banda, Zé Américo era o contra baixista, o que marca o tempo, que cadencia os arranjos.
Sua capacidade futebolística era quem segurava as pontas, quando Ivan deixava o talento em casa. Mas o Zé Américo, a forma que moldou Zito, tinha consciência de que suas virtudes só se faziam tão visíveis, graças à nossa estrutura de retaguarda.
Ali atrás, dando tranqüilidade e independência aos que precisavam delas para jogar, havia Rubens! Acreditem os que não viram; não é pouco. Raça, determinação, liderança, um zagueiro que parecia sair do chão urrando e batendo no peito como um orangotango italiano, garantindo a ousadia dos parceiros. Tudo administrado por uma linda concepção do que era o jogo. O futebol de Rubão tinha conteúdo.
Como era um rei, Rubens sabia muito bem o quanto dependia de alguns ministros, desses que precisam ir juntos já que uma cabeça só não dá conta. De um lado havia um araraquarense de nome Porunga, que era de uma eficiência ministerial. Porunga foi, efetivamente, um ministro de Rubão. Nunca brincou em serviço e posso garantir a todos que nem a República em toda sua longa história teve um ministro tão honesto quanto o era, futebolisticamente, o grande Porunga.
À esquerda de Porunga jogou um dia, Celso. Sei que existiram outros, mas o Celso era nosso. Nascido aqui. Jogava como um despachante. Tinha um físico pontiagudo e jogava às passadas, corria remando ar com seus braços longos e passos de ganso. Celso foi um grande jogador e deve ter visto muito o satânico Ananias abrindo espaços com pé de cabra. Era uma espécie de "reserva amoral" do time, pois, na maioria das vezes, não éramos poupados quando íamos guerrear em território inimigo e, só de garantia, era bom vê-lo pronto para o combate caso acontecesse algum atentado contra a decência do nosso pelotão.
A esquerda, de Celso e Ananias, não era um território muito confortável para os adversários. E, se aparecesse um bom de bola qualquer, como aquele número dez do time da vila, que tivesse talento para atravessar essa barreira cultural, que também era uma verdadeira infantaria, daria de frente com nossa aeronáutica, sob o comando do aviador Henrique que vinha na linha sucessória de Rossi, Ubatubano, Ivanzinho, Floriano, Bonelli, e voava como um pássaro. Ágil, arisco, corajoso, talvez tivesse sido o mais expressivo de todos; uma contusão o tirou da seleção brasileira comandada pelo nosso Aymoré que sabia como ninguém identificar um grande goleiro por ter sido, ele também, o arqueiro do scratch nacional. Henrique se agarrava na bola como um carcará se agarra nos bezerrinhos.
Então estamos conversados. Essa foi uma das defesas que atuaram defendendo as gloriosas camisas alvi azuis do Esporte Clube Taubaté, em algum momento da nossa história. Muitos irão se lembrar. Como não quero gastar o assunto todo de uma vez, vou deixar o nosso ataque (jogávamos no wm) para a semana que vem. Vamos falar de alguns craques substanciosos. Tinha um chamado Gardel que era um verdadeiro tango...
Texto de Renato Teixeira, escrito ao jornal contato e publicado em sua edição nº 451. |
Publicado às 19:48 por Moacir dos Santos |
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